Vozes das independências
Vozes das Independências - Lugar das Novas Nações é um projeto artístico que parte do colocar em questão o lugar em que estamos situados e as tensões políticas implicadas nesta situação, de forma tanto concreta como objetiva. Tendo como pretexto a celebração dos aniversários das independências dos PALOP e a reflexão crítica a respeito das segregações na experiência e trânsito de uma Lisboa multicultural, o projeto Vozes das Independências visa criar lugares de encontro e atravessamento por meio da arte.
Vozes das Independências - Lugar das Novas Nações é um projeto artístico que parte do colocar em questão o lugar em que estamos situados e as tensões políticas implicadas nesta situação, de forma tanto concreta como objetiva. Tendo como pretexto a celebração dos aniversários das independências dos PALOP e a reflexão crítica a respeito das segregações na experiência e trânsito de uma Lisboa multicultural, o projeto Vozes das Independências visa criar lugares de encontro e atravessamento por meio da arte.
Um projeto se faz de muitos dias de trabalho - visíveis e invisíveis. Neste espaço, compartilhamos alguns fragmentos desse trabalho continuado.
dos anjos à rua dos anjos
Em 20 de março, a equipa da BOTA foi recebida pelo mediador cultural e produtor musical Di Tchaps, da Associação Moinho da Juventude, que nos guiou pelo bairro da Cova da Moura.
Em 20 de março, a equipa da BOTA foi recebida pelo mediador cultural e produtor musical Di Tchaps, da Associação Moinho da Juventude, que nos guiou pelo bairro da Cova da Moura. Ficamos a conhecer mais sobre a história do bairro, da Associação, sobre as pessoas e dinâmicas culturais que fazem o lugar. Deparamo-nos com ruas com os mesmos nomes daquelas que encontramos em Arroios (ou o contrário). E nos deliciarmos com a comida cabo-verdiana d’O Coqueiro.
às Portas de Benfica
No dia 9 de maio, participamos na visita guiada com José “Sinho” Baessa de Pina - NOZ STORIA em que que percorremos os territórios onde um dia estiveram o Bairro das Fontainhas,
No dia 9 de maio, participamos na visita guiada com José “Sinho” Baessa de Pina - NOZ STORIA em que que percorremos os territórios onde um dia estiveram o Bairro das Fontainhas, o Bairro 6 de Maio e o Bairro Estrela D`África, na Amadora. Contando histórias sobre a origem da criação destes territórios, mostrando fotografias e mapas antigos, Sinho abordou o racismo institucional que atravessa a questão da habitação, revelando narrativas que atestam a presença negra em Lisboa, a criação dos bairros periféricos e as práticas de resistência de suas populações.
Apesar das tentativas de apagamento impostas pelos processos de urbanização e gentrificação, o trabalho de Sinho e da NOZ STORIA vêm afirmar a persistência dessas memórias, e sua importância na construção da cidade.
mapa de memórias
Em 20 de junho, estivemos na sede da Associação Mocho Mais para a apresentação pública do projeto “Mapa Afetivo - Memórias do Mocho Antigo”, desenvolvido pela Associação e moradores da Quinta do Mocho com a arquiteta brasileira Laura Pappalardo e o Frame Colectivo.
Em 20 de junho, estivemos na sede da Associação Mocho Mais para a apresentação pública do projeto “Mapa Afetivo - Memórias do Mocho Antigo”, desenvolvido pela Associação e moradores da Quinta do Mocho com a arquiteta brasileira Laura Pappalardo e o Frame Colectivo. O projeto traz um grande contributo para esse território e sua memória como construção coletiva: uma base de dados online que reúne fotos, mapas e histórias, e que poderá ser continuamente alimentado. Esta ferramenta permite ao público conhecer a história daquela comunidade, seus espaços de convivência e criação, e os deslocamentos provocados pelas pressões imobiliárias (desde a construção das barracas dos trabalhadores imigrantes envolvidos na construção e um grande empreendimento imobiliário, abandonado pelos empreiteiros após do 25 de abril, passando pela ocupação das estruturas não terminadas, até a transferência forçada destas famílias para o bairro construído onde agora fica a Quinta do Mocho). Como ressaltou Vânia Vanessa Vaz, da Associação Mocho Mais, o projeto colabora tanto para o fortalecimento dos vínculos com o território quanto para a imaginação de futuros possíveis a partir daqui.