Programação
Todo o Cais é uma Saudade de Pedra
Um verso do Fernando Pessoa constitui o ponto de partida desta travessia poética que convida a viajar mundo fora através da palavra e da música. É uma viagem mas também é um descaminho porque toda a travessia pressupõe errância. Uma actriz e um músico desejam voltar à essência daquilo que pode ser a arte - um encontro, uma conversa entre almas, um manifesto político. Num registo íntimo, percorremos cais que um dia atravessámos e outros que sonhámos sentados, sem sair do lugar.
Nite Chimp + Roberto Montisano
Um som imbuído de uma melancolia gentil, que narra histórias tanto das lutas como da beleza da vida. Nite Chimp é uma banda de surf rock/garage rock de Lisboa, que começou como um projeto a solo DIY de Csaba Simon (guitarra e voz) em 2020 em Pécs, Hungria. A banda é acompanhada por Roberto Montisano (baixo) e Gábor Lieber (bateria), combinando performances energéticas com habilidade melódica e rítmica, contrastando com o seu som garage cru.
Catarina Branco
Catarina Branco foi forjada no ferro num deserto à beira-mar plantado, talvez por isso ela seja mais permeável ao frio e ao vazio do inverno do que à cor e ao calor do verão. É a vida na zona fluvial do Oeste, um local tão capaz de ser agreste quanto prazeroso, quase nunca nas doses desejadas.
Fidju Kitxora | Sessão de escuta do novo álbum: Ti Manxe
O segundo álbum de Fidju Kitxora, Ti Manxe nasce da escuta de situações que atravessam a vida cabo-verdiana. Gravado entre as ilhas de São Nicolau, São Vicente e Santiago, o disco constrói-se a partir de conversas, gravações de campo e fragmentos que revelam camadas menos visíveis do contexto local. Ti Manxe, que pode ser entendido como “até amanhecer” em kriolu, sugere um percurso feito de camadas sobrepostas, entre memória, presença e tensão, onde diferentes experiências coexistem sem se fecharem numa narrativa única.
Lisbon storie (2016)
Por ocasião dos 10 anos do documentário Lisbon Storie (2016), o IPN Lisboa apresenta uma sessão especial que revisita este retrato da experiência italiana na cidade, agora acompanhada por conteúdos inéditos. O filme acompanha percursos de italianos que vivem (ou viveram) em Lisboa, explorando a relação com a cidade e os encontros culturais que emergem da vida no estrangeiro. Dez anos depois, abre-se espaço para refletir sobre as mudanças na cidade e na comunidade. A sessão inclui a projeção, seguida de uma conversa com os realizadores Daniele Coltrinari e Luca Onesti e alguns protagonistas presentes. A encerrar, um momento de convívio aberto ao público.
TeuMarulo
Belém encontra o Rio de Janeiro. De uma mesa de café, prum álbum, depois peça infantil, e agora: show. Canções sobre identidade, sobre multiculturalidade, sobre as relações tortas e bonitas de uma geração. Você mexe, você para, você sente. Embalam o corpo por fora e puxam pro olhar de dentro, às vezes os dois ao mesmo tempo. Com participações de Bárbara Rodrix e Eliza Flack, que são ritmo, são textura e são synth quando precisam ser. Walter Areia, no baixo, preenche o que o silêncio deixou em aberto e a bateria de Fernando Baggio conduz o transe. Orgânico buscando o moderno. Moderno lembrando que é orgânico.
Carlos Peninha - Chão Ardente
Carlos Peninha tem vindo a trabalhar há já muitos anos na criação de músicas originais sobre poesia de autores de língua portuguesa de Portugal à Diáspora. O projeto teve um grande input com gravação em 2017 do CD “Tocar o Chão” um trabalho discográfico onde se mescla a música de influência portuguesa com o jazz e outros ritmos e influências de várias latitudes.
Sinedades
Eles se inspiram no tropicalismo dos anos 70, mas viajam livremente entre escrita, língua e tradição, definindo um estilo que ao longo do tempo se tornou único. Sinedades foi fundada pela cantora Erika Boschi e pelo guitarrista Agustin Cornejo em 2016, em Florença. Desde então, apresentam-se incansavelmente por toda a península. Sinedades é mais do que uma banda. É um sonho filosófico, cultural, artístico e poético.
Bemquerê
O duo Bemquerê celebra o lançamento do novo álbum "Sua Voz é Casa". No espetáculo, apresentam as canções do disco que entrelaçam sonoridades e histórias do Brasil, de Portugal e da Ilha Reunião, revelando diálogo entre ritmos, afetos e paisagens que inspiraram sua criação. As composições refletem a poética do cotidiano e as experiências vividas por Lele Martino e Diogo Fráguas, que fazem da música um lugar de encontro.
Quarteto Achillea na BOTA
O quarteto Achillea apresenta-se num concerto que afirma a sua identidade artística como espaço de encontro entre tradição e criação contemporânea. Partindo de um profundo enraizamento na música portuguesa — das matrizes populares e urbanas às linguagens mais eruditas — o ensemble propõe uma escuta renovada, onde o quarteto de cordas se transforma num território de experimentação sonora. Neste programa, cruzam-se obras de Rogério Medeiros, Ricardo Parreira e João Filipe com composições originais do próprio grupo, num diálogo fluido entre diferentes universos estéticos e sensibilidades criativas.
Reforma Agrária
Reforma Agrária é um trio de femme rock noise sediado em Lisboa. É composta por Chica Dantas no baixo (ex-baixista de Tasque), Salvador na voz, guitarra e trompete (baterista de Divã) e Leo na bateria. Têm músicas rápidas, sentimentais e barulhentas. Não há que ter vergonha de gritar ou brincar. A música liberta.
Miguel Jaques
Miguel Jaques, autodenominado 'jogral alentejano', apresenta-se como um jogral contemporâneo, cruzando tradição e experimentação musical. Nos seus álbuns Estrangeiro (2021) e Modas do Poço (2026) explora uma abordagem singular: imaginar novas possibilidades para a música alentejana. Se em Estrangeiro se pergunta que som teria uma Motown no Alentejo dos anos 70, em Modas do Poço pergunta-se que género musical surgiria se amplificássemos as modas acompanhadas à viola do Baixo Alentejo. Em palco, o artista constrói um universo musical íntimo e evocativo, onde cada canção se transforma numa história cantada.
Mabelle Blues Band
Nascida em Setúbal em 2021, a Mabelle Blues Band é uma banda de músicas originais, composta por grandes músicos visionários que partilham uma paixão genuína pelo Blues. Lançaram o primeiro trabalho discográfico, de nome, "This Is" em 2023. Liderada pela vocalista carismática Elsa Frias e pelo guitarrista e director musical Vasco Finuras, a banda respeita a tradição da linguagem do blues enquanto traz uma frescura contemporânea e um toque de autenticidade portuguesa.
PUnch - matiné Dançante #5
Depois de quatro edições marcadas pela energia partilhada entre palco e público, a Matiné Dançante regressa para a sua 5ª edição na BOTA!
Num domingo à tarde dedicado à música ao vivo, esta edição aposta em 3 concertos que reforçam o espírito de proximidade, descoberta e celebração que define a Matiné. Sem filtros, sem pressas - apenas artistas e público no mesmo ritmo, num encontro cúmplice e dançante. Um convite para abrandar, ouvir e dançar.
Um novo espaço, a mesma energia de sempre!
O cartaz desta edição reúne três propostas imperdíveis:
LIKA, ABAJOUR NONOK, LUCENA!
Domingo. Música ao vivo. Comunidade.
A Matiné Dançante está de volta.
CICLO DE CINEMA E PSICANÁLISE ‘CENSURA, MEMÓRIA E RESSIGNIFICAÇÃO’
Em Dissidence, uma curta metragem distópica inspirada em Orwell, encontramo-nos num futuro não muito distante, que aborda e questiona um tempo sem privacidade. No ano de 2084, um agente do governo decide abdicar do telefone obrigatório. Este acto traz-lhe uma nova perspectiva, à medida que percebe as consequências de se manifestar contra o estado de vigilância em que vive. Num mundo de inteligência artificial, mediado por écrans e pela internet, estaremos a ser monitorizados em permanência? Estaremos a abdicar do direito ao privado e da liberdade de expressão, ao ponto de aceitar que o controlo seja um dever? Este é também um olhar relevante sobre o nosso tempo e sobre as mudanças nas interacções humanas: como comunicamos, interagimos e vemos/não vemos o outro.
Arquitetura do Hiato, uma conversa sonora entre a harpa e clarinete
O som também pode ser um espaço.
E o silêncio, uma arquitetura.
Em Arquitetura do Hiato, harpa e clarinete abandonam os seus lugares habituais para criar uma experiência de escuta expandida.
Entre microtons, ruídos, ressonâncias e instabilidade, o concerto constrói-se como um percurso sensorial — onde o público não é apenas ouvinte, mas parte ativa da travessia.
No final, os universos encontram-se: um diálogo improvisado, irrepetível.
Uma experiência para ouvir com o corpo inteiro.
Banda do Chapeleiro Louco
Fundada pelo baterista Paleka em 2010, a Banda do Chapeleiro Louco tem reunido ao longo da sua existência, muitos músicos que cultivam o prazer de ligar o jazz a outras linguagens como as de raiz latina, o rock, blues, funk, etc. O resultado é uma sonoridade cuidada e uma música acessível e "groovy" apesar de melódica e harmonicamente sofisticada.
HOEHN
HOEHN, é um duo instrumental formado pelos irmãos Samuel e Silvan Kuntz, que tocam guitarra juntos desde cedo, confiando na intuição que nasceu desse laço fraterno. Inspirados por uma viagem pelas cidades costeiras de Portugal, HOEHN compuseram o seu álbum de estreia, MISTRAL. O nome faz referência ao vento noroeste característico do sul de França, com o qual os dois irmãos associam belas recordações da infância, das férias de verão em que começaram a tocar guitarra juntos.
Maga Rude + Rosa Sparks
Em uma noite mágica de abril de 2019, na cidade de São Paulo, nascia Maga Rude. Inspirada em diversos ritmos jamaicanos como Ska, Rocksteady, Reggae etc, a banda sintetiza a sua interpretação com singularidade. O repertório autoral tem temas diversos passando por contextos sociais, sororidade, posicionamento feminista e, é claro, diversão.
Indra Trio
Indra Trio é um projeto de jazz português formado por Luís Barrigas (piano), João Custódio (contrabaixo) e Jorge Moniz (bateria). A sua música distingue-se pela simplicidade e pela busca de uma «relação orgânica com a natureza», procurando uma ligação profunda com os sons e com aquilo que chamam «não racionalidade». O trio mistura influências do jazz tradicional com elementos da música erudita europeia, explorando improvisação como componente central. No repertório predominam composições originais, embora também incorporem standards de jazz e arranjos de canções populares.
Tuyo
Baseado em São Paulo, Brasil, o TUYO é um trio que desafia gêneros ao mesclar folk, R&B e texturas eletrônicas em paisagens sonoras profundamente emocionais e inovadoras. Formada por Lio, Lay Soares e Machado, a banda, em seu álbum mais recente, Paisagem, amplia seus horizontes artísticos ao incorporar camadas orquestrais luxuriantes e texturas ambientes para explorar temas como a conexão humana e a memória. Conhecido por suas apresentações ao vivo transformadoras, o TUYO já cativou públicos em grandes festivais como primavera Sound, SXSW e Lollapalooza Brasil.
RUA
RUA nasce nos subúrbios de Lisboa quando os seus vários elementos com origem em diversas regiões do país se vão conhecendo, fruto da descoberta e admiração pela música de raiz portuguesa. Progressivamente a paisagem folk foi sendo contaminada por outras sonoridades como o pop, o indie rock e o funk. Este regresso à BOTA será dedicado ao álbum de estreia, mas também abrirá portas ao futuro com a apresentação de novo material.
Will Samson
“Sings Again" é o novo disco de Will Samson com data de edição a 22 de maio.
Como o próprio nome do disco indica, nele podemos ouvir com toda a atenção a voz inconfundível do músico inglês que vive em Portugal há já vários anos. “Sings Again" foi criado e gravado durante um período de dois anos entre Lisboa e o Alentejo, mais uma vez utilizando material vintage, analógico e objectos que se transformaram em instrumentos musicais.
Florencia Ruiz apresenta “Plateada” c/ Ariel Rodríguez
A música argentina Florencia Ruiz celebra 25 anos desde o seu primeiro álbum e apresenta o seu novo trabalho, Plateada, em formato de duo com o brilhante Ariel Rodriguez ao piano, sintetizador e teclados. Contará com a participação de amigos que contribuirão com vozes, bandoneon e viola campaniça, tudo no querido espaço da BOTA.
ZECA AFONSO- ESTUDOS MUSICAIS PARA VIOLONCELO
Pensado como um encontro entre música, memória e escuta, este concerto aborda a obra de José Afonso não como repertório fixo, mas como matéria viva, aberta à transformação. Numa performance para dois violoncelos, as canções emergem como lugares onde tradição e experimentação coexistem e onde a herança oral evocada por José Afonso se manifesta não como forma a preservar, mas como impulso para pensar, tocar e transformar. Mais do que apresentar versões, a performance convida o público a escutar a multidimensionalidade da obra de Zeca: enraizada, poética, mas comprometidamente atual.
Martín Sued & Orquestra Assintomática
Martín Sued & Orquestra Assintomática é um sexteto instrumental liderado pelo bandoneonista Martín Sued. Criado durante o ano de 2020, o grupo apresenta um repertório de composições originais para uma formação que inclui os instrumentos característicos de uma formação tradicional de tango, mas que utiliza essas raízes para caminhar para além das fronteiras do género.
33/76 - Duas Folhas Um Pais
Inauguração da exposição dedicada aos 50 anos da Constituição de Abril.
Celebrar os 50 anos da Constituição da República Portuguesa (CRP) não é apenas um exercício de memória institucional, mas um resgate do fôlego democrático que interrompeu 48 anos de ditadura. Esta exposição propõe um diálogo visual através de dípticos em duas folhas A5: uma dedicada à herança cinzenta da Constituição de 1933 e outra à luminosidade da "promessa revolucionária" de 1976.
Ola Haas
Dia 19 de Abril marca um regresso especial.
Ola Haas, o projeto de Miguel Freitas e João Ribeiro, construiu ao longo dos últimos anos uma identidade sonora intensa, assente na força do baixo e da bateria, entre riffs distorcidos e momentos mais contidos, e letras que olham de frente para a vida urbana, social e emocional.
Depois de um período de silêncio ao vivo, a banda regressa agora para se reapresentar à cidade de Lisboa, numa fase de transição e renovação. Em Maio será lançado ‘Onde a consciência desagua’, o novo trabalho do projeto, um disco que continua a explorar as tensões da vida contemporânea, mas também novos caminhos na forma como essas histórias são contadas.
Henrique Maluf – “Fronteira Pantaneira”
O músico brasileiro Henrique Maluf apresenta em Lisboa o concerto “Fronteira Pantaneira”, inspirado no rasqueado pantaneiro, linguagem musical nascida nas fronteiras de Mato Grosso. A apresentação abre o projeto BRAS•LIA [em trânsito] – Ciclo Internacional de Música Brasileira, dedicado à circulação de artistas brasileiros em palcos europeus.
ENRAIZARTE
Isto não é um espetáculo.
Isto é um jogo de criação, um encontro artístico experimental e multidisciplinar.
♣️ Isto é ENRAIZARTE ♣️
Depois de um breve aquecimento, os participantes vão dividir-se em equipas para responderem a um desafio de forma artística. A sessão tem uma duração prevista de duas horas (2h) e a participação está sujeita a pagamento. Este jogo dirige-se a todas as idades.
Bdjoy e Zimora Band
Zimbora Band apresenta uma sonoridade onde o hip-hop, o reggae e a música cabo-verdiana andam de mãos dadas e onde se mistura a língua portuguesa e o crioulo. É um universo sonoro rico em ritmos quentes das ilhas, sendo o seu espetáculo um momento de festa e dança.
Birds Are Indie
Com "The Stone of Madness", o sétimo longa-duração da banda, os Birds Are Indie reforçam o caminho traçado no disco anterior "Ones & Zeros", dois registos que funcionam – na coerência do som, na dualidade das temáticas e na complementaridade da imagem – como dois espelhos que se reflectem. Depois de olharem em volta, para observar a comunidade e o mundo numa perspectiva distópica, voltam-se agora para o que habita no interior de cada pessoa, em busca do significado que pode ter uma pedra – ou será uma flor?...
CICLO DE CINEMA E PSICANÁLISE - ‘CENSURA, MEMÓRIA E RESSIGNIFICAÇÃO’
Visionamento e Debate:
Cope, Anthony Sutcliffe, 2025. 6:10 minutos.
Uma curta-metragem fulgurante de seis minutos, onde acompanhamos a contagem das seis semanas que Liam tem para viver. Uma decisão sobre a qual ninguém à sua volta sabe. ‘Esta não é apenas mais uma viagem de regresso’, diz-nos Liam. Saberemos ser testemunhas? Somos confrontados com a dureza da jornada, mas também com a enorme complexidade e efeitos dos sentimentos e afectos que habitam este lugar. Uma suspensão da respiração que é um convite ao mais profundo e sensível da natureza humana.
Comentário e discussão com: Joana Lamas e Tomás Miguez
punch - matiné dançante
Depois de três edições marcadas pela energia partilhada entre palco e público, a Matiné Dançante regressa para a sua 4ª edição - desta vez em casa nova: a BOTA Anjos
Num domingo à tarde dedicado à música ao vivo, esta edição aposta em 3 concertos que reforçam o espírito de proximidade, descoberta e celebração que define a Matiné. Sem filtros, sem pressas - apenas artistas e público no mesmo ritmo, num encontro cúmplice e dançante. Um convite para abrandar, ouvir e dançar. Um novo espaço, a mesma energia de sempre! O cartaz desta edição reúne três propostas imperdíveis
ELA JAGUAR
WE SEA
MANILA
Domingo. Música ao vivo. Comunidade.
A Matiné Dançante está de volta.
Samuel - Ultrasentimental
ULTRASENTIMENTAL, uma história com princípio meio e fim onde SAMUEL cria um universo próprio para descrever a sua terra, desde a paisagem ao sentimento evocado pela própria, o nome é uma autocrítica à hipersensibilidade do artista e a sua arte. As 11 músicas do disco são imaginadas e concebidas ao piano e voz, acabando por ser esculpidas através da descoberta da produção musical que roça o maximalismo.
G-FEMA
O rap e o rap crioulo são um percurso e caminho de resistência e existência. Ainda mais no feminino. E G Fema tem trilhado esse caminho aguerrida mente. Em 2022 pisou, entre outros, os Palcos do Rock in Rio e do MEO Kalorama. 2023 será um ano chave, regressando aos palcos e com o lançamento do EP e de alguns singles com colaborações de peso, que a posicionarão como a proeminente figura de proa do - cada vez mais difícil de conter - emergente som urbano das periferias de Lisboa para o Mundo.
JONAS
Jonas a partir do Fado explora tantos outros géneros que fazem parte do ADN da nossa canção nacional. Do cante Alentejano, à beira Baixa, passando pelo fado de Coimbra, Andaluzia e até mesmo Brasil este é um concerto que apresenta o último álbum de Jonas intitulado Maça d’Adão e celebra a riqueza e diversidade cultural presentes na cultura portuguesa.
Coro de Rua
Com a sensação de que não faltam coros nem gente com vontade de cantar, mas que talvez faltem sítios onde os vários coros cantem junto canções de cada um, criou-se este ano no Porto o - Coro de Rua. Acontece de 15 em 15 dias, e cada sessão é dirigida por um Coro ou Colectivo diferente que partilha repertório que imaginaria cantado na rua, em manifestações, marchas ou concentrações. Fomos juntando gente e repertório, e percebendo que cada canção traz em si um potencial a novas dinâmicas de vozes nas ruas que gostávamos de partilhar.
Francisco Gedeão — Sozinho, não!
Francisco Gedeão (Charanga) é o alter ego de Rui Pinho Aires. Um projeto que junta tradição oral da Península Ibérica, criação contemporânea e eletrónica. Entre memória e experimentação, canções de trabalho, amor e resistência, este é um trabalho pessoal… feito em comunidade
Com convidados especiais e muitas novidades para partilhar.
Sozinho, não!
Marquise
Os Marquise não precisaram de reinventar a roda para honrar a arte de fazer boas canções. Bastou-lhes equilibrar minuciosamente o passado e o presente, dedilhando a sensibilidade pop dos 80s sobre o rasgar dos 90s, e pincelar o desconstrutivismo sónico deste século com poesia abstrata.
Piano Day - João Paulo Esteves Da silva
Nasceu em Lisboa em 1961 de mãe pianista e pai filósofo. Em 1979 participou no Festival de Jazz de Cascais com o grupo Quinto Crescente. Em 1984 completa o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional e parte para França, mantendo-se no exílio até 1992. Em 1993 grava o seu primeiro disco em nome próprio Serra sem Fim para a editora Farol.
Piano Day - Katerina L’Dokova
Katerina L’dokova é uma pianista, compositora, cantautora e professora da Belarus e de Portugal. A sua arte foi descrita pela revista Vogue como “Katerina L’dokova canta pequenos pedaços de luz”. O seu álbum mais recente, MOVA DREVA, entrelaça melodias tradicionais da Bielorrússia com influências de Jazz, música clássica e contemporânea.
Piano Day - Samuel gapp + nicholas mcNair
Nicholas McNair (Inglaterra, 1951) e Samuel Gapp (Alemanha, 1997), desenvolveram as suas capacidades musicais em circunstâncias muito diferentes. O que os reuniu foi um profundo interesse mútuo na improvisação espontânea – ou seja, onde nada é decidido antes de tocar. Estabelece-se um diálogo entre dois modos de ser musical ligeiramente diferentes, um mais próximo do clássico e outro marcado pelo jazz. Nestas circunstâncias, a relação torna-se mais importante do que o conteúdo fixo, e o público é convidado a estar aberto a participar numa nova viagem de audição.
Piano Day - Catherine Morisseau
Catherine Morisseau é pianista e compositora parisiense residente em Lisboa há cerca de duas décadas.
Pianista residente da Cinemateca Portuguesa há mais de uma década, onde compõe também o acompanhamento ao piano de filmes mudos numa outra vertente do seu trabalho.
Isabel Rato Quinteto “10 Anos”
Isabel Rato, pianista, compositora, arranjadora e produtora portuguesa, um dos nomes femininos mais destacados do panorama do Jazz Português dos últimos anos, comemora 10 anos desde o lançamento do seu álbum de estreia “Para Além da Curva da Estrada”, editado pela Sintoma Records, o qual recebeu reconhecimento imediato. A compositora conta já com 4 discos editados e o “Vale das Flores”, disco de homenagem aos 50 anos do 25 de Abril, foi referenciado como um dos melhores de 2024 nas áreas do jazz e da world music.
Isabel Rato apresenta assim, para esta nova temporada de concertos, um espectáculo onde se reúnem os temas mais marcantes destes 10 anos, com novas sonoridades que misturam o jazz, a música erudita, a música tradicional portuguesa e canções dos autores de Abril.
Taïs Reganelli
Taïs Reganelli é uma cantautora brasileira cuja trajetória reflete uma rica fusão de culturas. Nascida na Suíça, cresceu entre Brasil, Itália e agora Portugal. Com uma voz aveludada, elogiada por Caetano Veloso e Jô Soares, e influências que vão da MPB ao jazz, a artista já se apresentou em países como Índia, França e Nicarágua, Holanda, Espanha, Angola, Portugal, Bélgica etc. Seu trabalho autoral, consistente e premiado, inclui canções em trilhas sonoras, o disco infantil Difácil (indicado ao Prêmio da Música Brasileira).
Com participações especiais de Bebé, Pedro Altério (5 a seco), Pedro Luís e Lea Velez, o novo álbum da cantora e compositora radicada em Portugal chega às plataformas de música no dia 4 de abril de 2025.
Meno Del Picchia
Esta noite marca a despedida do artista e compositor brasileiro Meno Del Picchia de sua primeira temporada residindo em Lisboa, dedicada à pesquisa artística e acadêmica. Para celebrar o encerramento desse ciclo, o artista reúne diversas participações especiais, pessoas que fizeram parte de sua trajetória em Portugal - Hélio Morais, Bárbara Rodrix, Nilson Dourado e Laya - em uma noite de festa e afeto.
No repertório, lançamentos de 2025 como "Beijos que não dei" e "Sentir que vai voar", ao lado de canções do disco Maré Cheia (2024) e de outros trabalhos da sua trajetória. Um concerto de música brasileira contemporânea, cheia de emoção, encontros e alegria.
Joana barra vaz
Joana Barra Vaz regressa aos palcos com um novo leque de canções que são um convite à acção para uma existência mais livre. Esta primeira apresentação no BOTA será especial: uma noite de estreia do novo repertório e de celebração do seu reencontro com o público.
Estreou-se na música em 2012 com o EP Passeio Pelo Trilho (ed. Azáfama), revelando uma voz íntima e interventiva, e lançou em 2016 o LP Mergulho em Loba (ed. Bi-du-á), disco apresentado em vários palcos e festivais e elogiado pela imprensa nacional como um dos melhores discos do ano. Em 2018, apresentou Anda Estragar-me os Planos no Festival da Canção, uma canção escrita à sua medida por Francisca Cortesão e Afonso Cabral.
Jorge barata
Jorge Barata, cantautor Lisboeta de coração Farense, chega-nos desse vai-e-vem de álbum novo na voz para uma primeira apresentação.
De cantautoria renovada, com fidelidade transatlântica ainda, mas de mistura mais mexida. Álbum novo, o 2º, depois de 9 anos de navegação à vista.
A chegar às plataformas p'la rentrée, "M******* *****es*****" vai ser tocado pela primeira vez ao vivo dia 22 de Março.
LUta Livre
Luís Varatojo, artista com longa carreira na música portuguesa, fundador de bandas como Peste & Sida e A Naifa, apresenta ao vivo o terceiro álbum do seu mais recente projeto Luta Livre. Contrafação, editado em outubro de 2025, chega aos palcos em março de 2026, com concertos marcados para Lisboa, Porto, Coimbra e Barreiro.
Contrafação é um espaço híbrido onde se canta a saudade e se gritam palavras de ordem ao embalo de um combo inusitado - guitarras, percussão eletrónica e sintetizador - que toca fado, corridinho e malhão, mas também se faz à morna, ao reggae e ao rap, num cocktail musical eclético e livre.
É uma espécie de comício numa casa de fados dançante; uma sessão de esclarecimento musicada, com mensagens fortes e ritmos certeiros; um apelo à consciência e à resistência e um momento de partilha e de festa, porque não há luta sem festa, nem festa sem luta.
Luiz Caracol
Luiz Caracol é um músico, cantor e autor que tem uma identidade muito própria, fruto das influências de uma Lisboa multi-cultural, onde cresceu, e da ligação que sempre teve com algumas das culturas dos principais países de língua portuguesa.
Em 2013 editou o seu primeiro álbum “Devagar”, onde contou com convidados e parcerias autorais como Sara Tavares,
Fernanda Abreu, Jorge Drexler, Fernando Pessoa e Mia Couto.
Em 2017 editou o seu segundo álbum “Metade e meia”, onde volta a contar com colaborações especiais e parcerias autorais
com Aline Frazão, Zeca Baleiro, Edu Mundo e Paulo Flores. Em 2021 editou o EP “só.tão”, onde revelou todo o seu lado
multi-instrumentista, tendo gravado todos os instrumentos do EP, sendo que o seu último álbum, gravado e filmado ao vivo no
Estúdio Namouche, em Lisboa, foi lançado no inicio de 2024.
Ao vivo apresenta-se em trio, levando para palco as mesmas misturas e texturas sonoras que existem nos seus álbuns, onde
cantando e tocando Guitarra, Baixo, Cavaquinho e Percussão, com Gus Liberdade (Baixo, Percussão e Teclas) e Pedro Carvalho (Guitarra, Baixo e Percussão), criam um concerto carregado de ritmo e musicalidade, que é também uma espécie de viagem musical pelas suas mais impactantes vivências e influências.
Cgentil
CGENTIL sobe ao palco da BOTA para uma noite especial dedicada à apresentação do seu EP e de outras músicas de autoria própria entre piano, voz e live act. Natural da Madeira e atualmente baseada em Lisboa, a artista tem vindo a construir uma identidade sonora marcada por viagens hipnóticas que atravessam o mundo da música electrónica com sensibilidade, profundidade e intenção.
Neste concerto, CGENTIL convida-nos a entrar no universo que inspira o seu trabalho mais recente, apresenta o seu EP “Take your time” juntamente com músicas novas ainda não lançadas. Juntem-se a nós para um concerto imersivo e envolvente.
CICLO DE CINEMA E PSICANÁLISE - ‘CENSURA, MEMÓRIA E RESSIGNIFICAÇÃO’
Nesta curta-metragem de animação acompanhamos a jornada, tanto exterior como interior, de um homem solitário que vive numa cidade inundada. À medida que o nível da água sobe, ele dedica-se a acrescentar novos níveis à sua casa para se manter seco. No dia em que acidentalmente deixa cair o seu cachimbo até aos níveis mais submersos, a sua busca pelo cachimbo transforma-se numa viagem pela memória e pelas vivências que moldaram a sua existência. Um confronto com o passado que é sempre um questionamento do presente.
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