ciclo de cinema - 33/76, duas folhas um pais
Neste ciclo de cinema procuramos explorar a partir do diálogo entre os filmes apresentados e as conversas que os complementam a tentativa de um país se reimaginar a partir dos princípios fundamentais da Constituição de 1976. Estas conversas são mais que um momento de reflexão, também funcionam como um espaço para repensar e propor outras formas de vivência.
Continuar a Viver ou Os Índios da Meia-Praia
Iniciamos este ciclo com o filme de António Cunha Telles “Continuar a Viver ou Os Índios da Meia-Praia”. O filme inclui-se no cinema militante da época, um movimento interessado em capturar o “real em movimento”, acompanhando processos revolucionários e interventivos. No caso de “Continuar a Viver ou Os Índios da Meia-Praia”, Cunha Telles filma o processo de (re)construção de habitações da comunidade piscatória da Meia-Praia - perto de Lagos - com o apoio do SAAL, capturando a possibilidade revolucionária do PREC com todos os seus obstáculos.
No final da sessão haverá uma conversa sobre o direito à habitação com a participação de
Ana Jara Arquitecta, Co-fundadora do atelier Artéria e ex-vereadora na Câmara Municipal de Lisboa
Patrícia Santos Pedrosa Arquitecta, docente da UBI e co-fundadora da associação Mulheres na Arquitectura
Ficha técnica
Realização e Argumento: António da Cunha Telles | Direcção de Fotografia: Acácio de Almeida | Música: José Afonso | Som: João Diogo | Montagem: Gizela da Conceição e António da Cunha Telles | Participação: Arqº José Veloso, José Romão, Fernando Romão, José Agostinho, Francisco Agostinho, Manuel António, José Espada, Francisco Albino, David Oliveira, Zélia Correia, e pescadores da Meia-Praia
Direitos de exibição e cópia fornecida pela Câmara Municipal de Lisboa/Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca
Entrada livre