Belém encontra o Rio de Janeiro. De uma mesa de café, prum álbum, depois peça infantil, e agora: show. Canções sobre identidade, sobre multiculturalidade, sobre as relações tortas e bonitas de uma geração. Você mexe, você para, você sente. Embalam o corpo por fora e puxam pro olhar de dentro, às vezes os dois ao mesmo tempo. Com participações de Bárbara Rodrix e Eliza Flack, que são ritmo, são textura e são synth quando precisam ser. Gabriel Japa, no baixo, preenche o que o silêncio deixou em aberto e a bateria de Fernando Baggio conduz o transe. Orgânico buscando o moderno. Moderno lembrando que é orgânico.